Desejo, de Graça Vilhena

Teu olhos queimam meu corpo quero ser arada pelas tuas mãos quero gemer ser pisada ser ferida pelo teu beijo de semente depois o descanso teu suor moreno chovendo sobre mim. Poesia de de Graça Vilhena

Carpe Ira, de Eduardo Galvão

Os filhos guerreavam com palavras ditas aos gritos. Os gritos explodiam nos ouvidos dela numa cadência gradativamente mais perturbadora, como uma orquestra tocada por demônios. Ela dizia palavras de conciliação – olhos fechados -, mas dizia-as em voz a meio passo do inaudível, intercalando momentos de verbo e de respirações … Continue lendo Carpe Ira, de Eduardo Galvão