amor de poesia

         senão outro poema de amor          um refrão pela manhã tão risonho          que acorda e balança de uma vez          no frescor de uma brisa movediça          para nós três só resta a … Continue lendo amor de poesia

Soneto

Necessito de um ser, um ser humano Que me envolva de ser Contra o não ser universal, arcano Impossível de ler   À luz da lua que ressarce o dano Cruel de adormecer A sós, à noite, ao pé do desumano Desejo de morrer.   Necessito de um ser, de … Continue lendo Soneto

Minha Ressurreição

Oh! Que saudades que tenho das águas turquesas das praias do Piauí. Ah, a serena brutalidade do mar, sem sangue, sem rasgos, sem dor, na fúria azul e salgada da claridade solar. Sentado na areia de pedras, de conchas, de algas… Eu via a alma do sol a gritar. Eram … Continue lendo Minha Ressurreição

Na hora da virada

É véspera de réveillon, e meu país carece de esperança. Duas horas atrás, o presidente transmitiu o seu discurso oficial carregado de impropérios e – como disse o Fante – “2017 foi um ano ruim”. O país deveria ser outro. Estávamos em nosso terceiro golpe político, a democracia é um … Continue lendo Na hora da virada

A cor da banalidade

Era tudo branco: mesa de jantar, cadeiras, porcelana, uma parede desbotada que o tempo poupava uma parte e um canto. Naquela manhã, viu o gato de pelos brancos, com o seu bigodinho pincelado por um leite… Passava um café, via a TV na banca de mármore branco da cozinha: Nos … Continue lendo A cor da banalidade

O ofício da cigarra

O sol nem despertou por completo e já riscou o horizonte afastando o negrume da noite. Os trabalhadores já se revezavam exauridos pela rotina do dia anterior. Os noturnos voltavam, dessincronizados, aos seus ninhos, casas e tocas. A maior parte da vida, naquele grande jardim, criava corpo nas primeiras horas … Continue lendo O ofício da cigarra