“A saga de um casal”, de Antonio Ferreira

sagaA saga de um casal

 

No dia do seu casamento

Do dia que fizeram aquele juramento

De uma vida alegre e sempiterna

Momentos que não iriam acabar

Uma vida a dois de admiração terna

 

Num momento aparentemente normal

Dum carteiro que parecia sem importância

Parecia trazer uma encomenda

Algo bem casual

Foi quando abriram aquela sentença

Era uma carta que os deixariam em resiliência

 

Era uma convocação

Para guerra, a pátria defender

Defender uma pátria apátrida

Porém, por ela poderia morrer

 

Desde esse dia, ela morreu por dentro

Não queria mais viver

Seu esposo temente

Era um homem consciente

Vez por outra mandava cartas

Cartas de amor

Onde de tristeza bradava

De dor se amargurava

E ela cada vez mais mal amada

 

Foi numa tarde no meio do nada

Onde ele guerrilhava

Pela vida lutava

Mas como muitos bons soldados

O inimigo a vida o tirava

 

Foi numa tarde de sol

Que no seu lar trabalhava

De frente dum grande abismo

Sentiu um frio e vento fora do normal que uivava

Parecia um cataclismo

 

Veio o mesmo homem

Com uma outra carta

Ela a leu e seus olhos vidrava

A carta temerariamente a enviuvava

 

Ela morreu naquele momento

Não era mais gente

Ao chão prostrou-se o corpo somente

Tinha morrido naquele instante

Um coração que algum dia foi valente

 

 

 

 

 

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