Jonathan Dourado

O fotógrafo Jonathan Dourado é natural de Teresina com raízes no Maranhão, tem 23 anos e é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Piauí. Atua em vários estilos fotográficos, mas sua paixão mesmo é voltada para a fotografia FineArt e autoral. Participou do Convocatório Garagem #2 de Autorretratos 2017, obtendo terceiro lugar com a foto “HIATO” sendo exposta na Galeria 1001 em Belo Horizonte – MG e menção honrosa na foto “Bipolar”. Teve a fotografia “Consumo” pré-selecionada para no 13° Festival Internacional de Fotografia de Paraty 2017. Participou da produção e direção dos curtas-metragens de ficção e documentários: “Sob o Signo da Solidão” (2014), “A Ampulheta – Memórias de Areia e Vento” (2016) e “Galeria RUA” (2017). Recebendo prêmios nas três montagens.

 “Arte é conseguir tocar as pessoas.” Jonathan Dourado

Nome Completo: Jonathan Paiva Dourado

Descrição: Fotógrafo

Data de Nascimento: 25/05/1994

Local de Nascimento: Teresina-PI

O primeiro contato com a arte

Foi na infância que Jonathan Dourado teve o seu primeiro contato com a arte de forma sutil, pois ele observava as criações de crochês e bordados feitos pela sua mãe. A arte pop também acompanhou o crescimento do Jonathan na adolescência, principalmente os desenhos animados. Foi nesse período, aproximadamente, que o então adolescente começou a imergir no mundo da fotografia e explorar as primeiras fotos, fato que fazia sem nenhuma pretensão profissional, apenas por sentir prazer em registar as imagens que despertavam o seu interesse. O fotógrafo conta que começou fotografando paisagens e a natureza, começou ali a sua paixão pela fotografia. Apesar da falta de técnica e de um método, a experiência com a imagem foi ganhando mais relevância e o equipamento, bem como o interesse pelo conhecimento técnico da fotografia, aliou-se à paixão.

A fotografia como profissão

Vendo o empenho e interesse do filho pela fotografia a mãe do Jonathan Dourado investiu na nova paixão do aspirante a fotógrafo. Do celular, Jonathan passou para as câmeras amadoras até chegar nas mais profissionais, ele conta que no início fotografar era um passatempo e uma terapia e que só começou a ganhar mais seriedade e deixar as suas fotografias mais elaboradas quando ingressou na universidade. Foi no ambiente acadêmico que Jonathan teve contato com outros fotógrafos e o diálogo com essas pessoas despertou ainda mais o seu interesse. Sua escolha pelo curso de Comunicação Social já foi pensando na fotografia, ou pelo menos em se aproximar da fotografia já que não tinha curso específico para fotografia. E, posteriormente, o jornalismo foi o gancho para o seu aperfeiçoamento, pois foi o estágio como fotógrafo que obrigou Jonathan Dourado a fotografar pessoas e momentos que a profissão exigia.

A fotografia no cinema

Jonathan Dourado participou da produção e direção fotográfica de obras independentes e acadêmicas, como a criação de curtas-metragens de ficção e documentários como o “Sob o Signo da Solidão” (2014), “A Ampulheta – Memórias de Areia e Vento” (2016) e “Galeria RUA” (2017). Ele conta que o foi no Jornalismo que ele se desenvolveu nessa área e que conheceu pessoas que ajudaram a entender e diminuir suas dúvidas sobre o cinema. Jonathan descreve como é produzir com poucos recursos e tentar tirar o melhor do que tem disponível. Dos filmes produzidos, dessa parceria, os três citados foram bem aceitos pelo público e premiados. No “Sob o Signo da Solidão” eles contam a história do cotidiano de quem vive sozinho, no “Ampulheta” eles exploram a situação dos moradores que convivem com o avanço das dunas no município de Ilha Grande do Piauí e o Galeria RUA, que é o trabalho de conclusão de curso de Jonathan Dourado.

“A função da fotografia é documentar sentimentos e tragédias. É o jeito de mostrar quem eu sou.” Jonathan Dourado

A nudez na arte

O trabalho de Jonathan Dourado com a fotografia é bem diverso, mas ele tem um carinho bem especial pela fotografia artística. O fotógrafo discorre sobre o próprio fazer artístico que é repleto de experimentações, por isso é tão comum ver o autorretrato na sua obra. “Eu gosto do nu porque a gente nasce pelado.” Sua paixão pela nudez é evidente, mas trabalhar o nu na fotografia é explorar o potencial e beleza que costumamos ignorar. As suas fotos mostram momentos fortes, inspirados pelos sentimentos latentes e que demonstram um pouco de quem ele é. O fotógrafo diz que é preciso quebrar essa barreira, de macular a nudez. As reações a respeito da sua obra são as mais variadas, passando pela curiosidade e pela admiração. Jonathan relembra que as experiências de ter a sua obra censurada nas redes sociais, uma foi quando expôs um trabalho feito com o coletivo Salve Rainha, no qual fotografou os integrantes do coletivo explorando a nudez, fora isso a sua obra tem uma boa recepção por parte do público, a outra foi em 2014 quando participou da exposição do Festival Artes de Março em Teresina, tendo duas de suas obras retiradas pelo Ministério Público por conter nudez no festival que, segundo o fotógrafo, tinha a “Liberdade” como tema para a exposição de fotografias.

Os desafios de um fotógrafo

Seja documentando sentimentos, pessoas ou acontecimentos, o fotógrafo Jonathan Dourado já experimentou um pouco de tudo, o empenho e a busca pelo domínio nunca para, ele está constantemente buscando aperfeiçoamento técnico e experimentando formas inusitadas nas suas fotografias artísticas. E mesmo enfrentando um mercado cruel, como afirma o fotógrafo, que peca por desvalorizar o serviço, ele resiste, afinal fotografia é mais que uma profissão, é a sua paixão. Para Jonathan não importa tanto a qualidade do equipamento fotográfico e sim as técnicas e curiosidade do próprio fotógrafo, é preciso experimentar e transformar as ideias em ação. Seu trabalho artístico surpreende o público, ele transforma o impensável em possível, não se fixa em um só estilo e brinca com os seus próprios limites. Criar é, também, fugir do óbvio, da rotina maçante e encontrar a solução para as angustias, transformando sentimentos em arte.

Documentar sentimentos

Sentimentos são inconstantes, variados, por vezes imprecisos, materializá-los não é tarefa fácil, expor algo tão íntimo é reviver a dor. Dessa forma, para compartilhar sentimentos intensos, que nem sempre serão positivos, é que Jonathan Dourado constrói as suas fotografias artísticas. O fotógrafo conta o carinho que possui pelas suas experimentações, o esforço empregado nas fotos que muitas vezes ajudam a refletir questões que rondam seus pensamentos. E o seu laboratório artístico é o mundo da forma mais crua, ele transforma o ócio em algo proveitoso, recicla o que foi descartado e pincela o feio dando novos contornos aos elementos que comporão a sua fotografia. Para Jonathan Dourado a fotografia documenta sentimentos que variarão entre as grandes alegrias e as grandes tragédias. A função da fotografia, portanto, é trocar, compartilhar com as pessoas, por isso é importante o contato das pessoas com as imagens, não um contato apenas virtual, mas um contato direto, a fotografia tem que ir para as ruas. “Quero deixar alguma coisa que seja lembrada, não só na timeline do celular, eu quero ser mais que likes, algo além de redes sociais. Eu quero que essa arte, se é que é arte o que eu faço, alcance o público, as pessoas que estão nas ruas, pois a população é que tem que ver”, diz Jonathan Dourado.

Contatos

http://www.instagram.com/johndoura

http://www.instagram.com/jonathand_foto

http://reconditodemim.tumblr.com

http://www.flickr.com/photos/jonathandourado

+55 86 99951-7015

+55 86 99911-6142

Fotos

 

 

Filmes

Sob o Signo da Solidão (2014, ficção, 19 minutos)

A  Ampulheta – Memórias de Areia e Vento (2016, documentário, 29 minutos)

Galeria RUA (2017, documentário, 17 minutos)

Premiações

Participou do Convocatório Garagem #2 de Autorretratos 2017, obtendo terceiro lugar com a foto “HIATO” sendo exposta na Galeria 1001 em Belo Horizonte – MG e menção honrosa na foto “Bipolar”;

Teve a fotografia “Consumo” pré-selecionada para no 13° Festival Internacional de Fotografia de Paraty 2017;

“Sob o Signo da Solidão”, premiado como melhor roteiro na Mostra SESC de Cinema 2017, etapa estadual;

“A Ampulheta – Memórias de Areia e Vento”, que recebeu destaque nacional ao ganhar os prêmios de “Melhor Curta-metragem” e “Melhor Roteiro” na 4ª Mostra Audiovisual de Dourados – MS, 2016, melhor direção.

“Galeria RUA” – teve destaque no 12° Encontro Nacional de Cinemas e Vídeo do Sertões – Floriano – PI, 2017, conquistando prêmios de Melhor Curta-metragem, Melhor Montagem e Melhor Direção.

Outras fontes

http://www.portalodia.com/noticias/piaui/curta-sobre-cidade-piauiense-fatura-premios-em-encontro-nacional-de-cinema-288724.html

http://www.capitalteresina.com.br/noticias/imprimir/cultura/de-invencao-do-diabo-ate-a-selfie-os-176-anos-da-fotografia-30808.html

http://www.resumofotografico.com/2017/09/conheca-os-vencedores-da-convocatoria-garagem-2.html

https://cidadeverde.com/noticias/234991/piaui-leva-cinco-premios-no-encontro-nacional-de-cinema-dos-sertoes

 

Última atualização: 30/12/2017

Caso queria sugerir alguma edição ou correção, envie e-mail para geleiatotal@gmail.com.

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