Aloha Haole

Se você quer dançar, tem que conhecer o som da Aloha Haole, banda de Surf Punk Instrumental teresinense. O curioso nome da banda vem de uma gíria utilizada entre os surfistas e significa algo como “Bem-vindo, pessoa estranha”. É o caso do líder da banda, Guilherme Muniz, um pernambucano morando em Teresina, e que apesar de admirar, não pratica surf. Disso surgiu a Aloha, no ano de 2013. No começo a banda era só Guilherme com sua guitarra acompanhado pelo som de uma bateria eletrônica. A motivação inicial de Muniz era a mais despretensiosa possível. “Minha ideia era só da galera baixar as músicas, ouvir em casa, só curtir”, declara. Foi em 2014, quando Guilherme entrou em estúdio para gravar o primeiro álbum “If You wanna dance”, que o amigo Fábio Dogão se empolgou com o estilo musical, e propôs que montassem uma banda. Atualmente a Aloha é formada pelo guitarrista Guilherme Muniz, o baixista Eduardo Arantes e o baterista Jairo Anderson. A Aloha já se apresentou em diversos festivais de Norte a Sul do país, e até na Argentina. Aloha Haole é uma banda para surfistas e não surfistas. É pra quem gosta de música boa.

“Minha ideia era só da galera baixar as músicas, ouvir em casa, só curtir. ” Guilherme Muniz

Integrantes: Guilherme Muniz (Guitarra), Jairo Anderson (Bateria) e Flávio Lopes (Baixo)

Descrição: Surf Punk Instrumental

Data de Nascimento: 2013

Local de Nascimento: Teresina-PI

A formação da banda

O líder da banda Aloha Haole é o guitarrista Guilherme Muniz. Guilherme é natural de Recife-PE, e foi lá que teve suas primeiras experiências com a música. A partir de indicações de amigos, Guilherme começou a tomar gosto pelo punk e pelo rock. Algum tempo depois comprou um violão e decidiu aprender a tocar. Sua primeira experiência profissional foi com a Banda Esmoleo, aos 18 anos. E nesse tempo nem tocava guitarra, começou tocando baixo. Participou da banda durante um ano, e logo se mudou para Teresina. A partir de 2006 começou a produzir eventos de rock em Teresina, como “Trilhos Rock”, “Indigesto Rock” e “Cajuína Voadora”, com participações de bandas de São Paulo, Argentina e Califórnia. Guilherme tocou com em bandas como Iskay, Astúcia e Enxofre, e por último foi baixista da Obtus. Após sua saída da banda, resolveu começar algo do zero, que unisse todas as suas referências musicais como Jeff the Brotherwoods, Ramones, entre outros. Dessa mistura surgiu a Aloha. O conselho dele para os iniciantes é que sejam persistentes no que se propõem a fazer, e que de preferência as músicas sejam autorais, e principalmente que a banda se aventure no mundo para poder ser vista.

Os metais da banda

Jairo Anderson é o baterista da banda Aloha Haole, e tem pouco mais de dois anos de história com o grupo. Faz parte da segunda formação. As maiores influências para que o baterista entrasse no mundo da música foram os primos. No início, Jairo tentou tocar alguns instrumentos, mas ele recorda que que foi aos 13 anos, quando viu pela primeira vez uma pessoa tocando bateria, ficou alucinado com a ideia de ter uma para si. Aos 15 anos conseguiu convencer sua mãe a lhe comprar uma bateria. A primeira banda na qual tocou foi a Homicide, na qual permaneceu até 2007. Depois disso teve experiências com várias outras bandas como Terror Fetus, Hidra, Samantha, e comandou durante um ano a bateria da banda brasiliense de heavy metal Hell Bound. Em 2015, Jairo assumiu os metais da Aloha. Suas maiores influências de são os bateristas Nicko McBrain do Iron Maiden, Lars Urich do Metallica e Marc Bell do Ramones. Em Teresina ele admira o trabalho de Iago Dayvison do Megahertz e Assis Machado do Obtus. O conselho de Jairo para quem quer iniciar nesse ramo musical é fazer muitos contatos, investir na qualidade do material (som, arte, vídeo), e acima de tudo desenvolver um conceito original e coerente com o estilo da banda.

Mudando os planos

Eduardo Arantes é o baixista da banda Aloha Haole. O encontro de Eduardo com a música aconteceu aos 11 anos de idade, quando acompanhando o pai a uma loja de discos viu “Real dead one”, trabalho da banda britânica Iron Maiden. Levou o disco para casa, colocou para tocar, e a partir dessa experiência começou a ouvir bandas como Nirvana, Ratos do porão e Sepultura. Com 15 anos quis fundar uma banda em que seria o baterista. Pediu uma bateria para o pai, mas o que ganhou foi um violão. Plano frustrado. Algum tempo depois conseguiu comprar um baixo com o dinheiro que arrecadou com a venda de algumas de suas coisas como bicicleta, vídeo game, revistas. Logo depois entrou em uma banda como baterista, mas em casa continuava praticando com seu baixo.

“Lugar de banda é na rua.” Aloha Haole

As conquistas da banda

A banda Aloha Haole tem diversos festivais no currículo, e veem isso como uma forma bem importante de divulgação do trabalho. Participaram do “Natal instrumental” (2014), sendo considerados pela produção do evento como a “Revelação” do festival. Em 2015 fizeram a primeira turnê batizada de “You are so haole tour”, que teve como destinos cidades das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Foram 8 shows em 10 dias. Durante a turnê tocaram no “Curitiba Rock Carnival”. Além de tocarem em Curitiba/PR, passaram por cidades como Piracicaba/SP, Santos/SP e Marília/SP, além da própria capital paulista. No mesmo ano realizaram a turnê “Pororocas Surf”, giro realizado por algumas cidades do estado do Pará. Uma das apresentações ocorreu em Belém, onde se apresentaram com principal banda do “Mongoloid Festival”. E pra fechar com chave de outro, veio a primeira turnê internacional “Que pása, Haole?- Gira Argentina 2015”., feita com a cara e a coragem, e com a ajuda de alguns amigos das terras argentinas. Foram quatro shows ao total, dois em Buenos Aires e dois em Rosário. Guilherme Muniz e Jairo Anderson afirmam que esse foi um dos momentos mais marcantes da banda até agora.

Os obstáculos da banda

Já deu para perceber que a praia da banda Aloha Haole é se reinventar a todo momento, sem sair, é claro, da onda Surf Punk Instrumental, não é mesmo? Foram quatro os trabalhos lançados até agora: o álbum físico “If you wanna dance “(2014), os EP’s “The Fucking Summer Rain Fucked Up My Vacation” e “Double Song Toration”, ambos lançados no em 2015, e disponibilizados apenas digitalmente. O quarto, e mais recente trabalho da Aloha Trata-se do “Summer On Mars”(2017), albúm produzido por Guilherme Muniz, e que está sendo lançado em formato digital e Fita K7 por uma importante gravadora do Estado do Espírito Santo, famosa por apostar em bons nomes da cena musical independente. E por falar em cena musical independente, quando perguntados sobre o que falta para que o movimento punk rock deslanche, tanto Guilherme Muniz quanto Jairo Anderson acreditam que as maiores dificuldades são a pouca valorização desse segmento musical, e sobretudo a falta de bons festivais destinados a esse segmento, além de mais espaços que divulguem o som dos artistas independentes. Guilherme diz ainda que a Aloha ainda encontra certa dificuldade de se apresentar na própria cidade, e constata que o maior público da banda se encontra fora do Estado, o que para ele é algo frustrante.

Você não vai ficar parado

“Lugar de banda é na rua”, é isso que pensam os integrantes da Aloha Haole. E a partir do segundo semestre a banda vai continuar botando os pés rua a fora, fazendo música da melhor qualidade. Vale a pena conhecer o trabalho criativo e conceitual desses caras, que oferecem um som tão suave quanto potente, que resulta em uma sonoridade envolvente e totalmente fora da casinha. A Aloha Haole tem conseguido levar o nome do Surf Punk Instrumental às alturas, e se destacam como a única banda desse segmento em Teresina. Com um nome consolidado em importantes regiões do país, a banda traça planos para surfar ondas cada vez maiores, mas mantendo o estilo instrumental que os consagrou. São só quatro anos de história, mas a banda já conseguiu fazer muito barulho, e chamar a atenção dos fãs desse gênero musical. É impossível ouvir as músicas e não querer de imediato “pegar” uma onda. Os “surfistas de rio” conseguem contagiar, e mesmo que você não goste ou não entenda o que é esse tal estilo musical, com certeza não conseguirá ficar parado ao ouvir o som que a banda produz. É com certeza um som estranho, mas muito bem-vindo. É quase impossível não querer dançar.

Contatos

http://facebook.com/AlohaHaoleBand/

http://instagram.com/AlohaHaoleBand

http://youtube.com/AlohaHaoleBand

http://alohahaole.bandcamp.com/

alohahaoleband@gmail.com
+55 86 98861-6293 (whatsapp)

Fotos

Álbuns

“Summer on Mars” (2017);

Double Song Toration (2015);

The Fucking Summer Rain Fucked Up My Vacation (2015);

If You Wanna Dance (2014).

Festivais

Natal Instrumental (Natal/RN – 2014);

Curitiba Rock Carnival (Curitiba/PR – 2015)

Sobral Ecoa Rock (Sobral/CE – 2015);

Mongoloid Festival (Belém/PA – 2015);

BR-135 (São Luís/MA – 2015);

Feira da Música (Fortaleza/CE – 2016);

Festival DoSol (Natal/RN – 2017).

Outras fontes

http://zp.blog.br/?m=news&id=24178

http://radio.beachpark.com.br/hey-ho-16-de-outubro-entrevista-aloha-haole/

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2017/02/21/aloha-haole-summer-mars/

 

Última atualização: 02/04/2017

Caso queria sugerir alguma edição ou correção, envie e-mail para geleiatotal@gmail.com.

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